Por que jovens estão sentindo dores que antes eram comuns só na velhice
Durante muito tempo, dor nas costas, rigidez nas articulações e limitações de movimento eram associadas ao envelhecimento. Hoje, esse cenário mudou. Cada vez mais jovens convivem com dores que antes só apareciam depois dos 50. E isso não é coincidência, é consequência direta da forma como estamos vivendo.
O corpo humano foi feito para se mover. Para alternar posições, variar estímulos, sustentar força e descansar com qualidade. O que acontece hoje é exatamente o oposto. Longas horas sentado, uso excessivo de telas, pouca consciência corporal e uma rotina acelerada fazem o corpo funcionar em modo de sobrevivência. Ele aguenta, se adapta… até não aguentar mais.
Essas dores “precoces” não surgem do nada. Elas são construídas aos poucos, no silêncio da repetição.
Outro fator importante é a falsa ideia de que sentir dor é normal. Muitos jovens convivem com incômodos constantes e tratam isso como parte da rotina. Ignoram sinais claros do corpo, seguem forçando, seguem repetindo padrões, seguem adiando o cuidado. A dor, então, deixa de ser um aviso e vira companhia.
Além disso, quando o movimento existe, muitas vezes ele vem sem preparo. Treinos intensos, pouca recuperação, ausência de orientação e nenhum trabalho de base fazem com que o corpo sofra ainda mais. Sem alinhamento, sem estabilidade e sem consciência corporal, o impacto se acumula. E o resultado aparece em forma de dor crônica, rigidez e limitações que não combinam com a idade.
É aqui que a fisioterapia deixa de ser vista como algo apenas para quem se machucou e passa a ser entendida como essencial. Ela identifica padrões errados antes que eles se tornem lesões, devolve mobilidade ao que está travado, fortalece o que está fraco e reorganiza o corpo para que ele volte a funcionar com eficiência. Pilates, ajustes e técnicas terapêuticas entram nesse mesmo processo.

